| Instituto Genesis coordena
primeiro Working Group EurepGap IFA no Brasil.
Iniciativa visa a adeqüação,
para a realidade brasileira, das normas que devem contribuir
para o incremento das exportações para
mercado que consome cerca de 42% dos produtos comercializados
no exterior
O Instituto Genesis, Organização
da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)
com sede em Londrina (PR), acaba de ser autorizado pela
FoodPlus/EurepGap para organizar e coordenar o primeiro
grupo de trabalho criado no País para discutir
a norma EurepGap IFA, na qual são definidas as
boas práticas agrícolas - ou good agricultural
practice (gap) - que vão virar um programa de
qualidade dentro do agronegócio brasileiro. O
padrão EurepGap - estabelecido conforme padrões
das redes atacadistas européias reunidas no Euro-Retailers
Produce Working Group (Eurep) - assegura a produção
de alimentos com o mínimo de risco à saúde
para aqueles que o manuseiam e consomem.
"O objetivo deste working group é sugerir
ao TSC - grupo técnico da EurepGap em Cologne
(Alemanha), alterações em alguns critérios
que especificam os procedimentos considerados obrigatórios
para certificação, para que a norma seja
adequada à realidade brasileira", ressalta
Henrique Victorelli Neto, presidente do Instituto Genesis.
A norma publicada pela EurepGap, versão 1.0 Jan/04,
visa à Segurança Integrada de Fazenda
(IFA, na sigla em inglês) e engloba desde a produção
de ovinos, bovinos, gado de leite, suínos e aves,
a forma como deve ser feito o transporte de animais
e também como deve ser o cultivo a granel (milho,
soja, algodão etc).
A primeira reunião para formação
do grupo de trabalho está marcada para o dia
24 de novembro, em Londrina (PR) e devem participar
representantes do Ministério da Agricultura,
produtores, associações de indústrias
de alimentos, de supermercados e de frigoríficos,
além de cooperativas e organismos certificadores.
As normas não são obrigatórias,
mas devem contribuir significativamente para o incremento
da exportação de alimentos brasileiros
para o mercado europeu.
“Com certeza haverá um grande interesse
por parte dos produtores brasileiros em implementarem
esta norma, até porque o mercado europeu, um
dos mais qualitativos do mundo, destino de 42% de nossas
exportações, prioriza a importação
de carne que tenha certificação como as
que são seguidas pelas normas EurepGap. E tem
sido cada vez mais freqüente a visita de equipes
de auditores de grandes cadeias varejistas européias
aos frigoríficos brasileiros, dando preferência
àqueles que seguem estas normas de certificação”,
afirma Marcelo Holmo, diretor de Novas Tecnologias do
Instituto Genesis.
Para ele, o trabalho de equivalência não
deverá incorrer em grandes mudanças na
norma publicada pela EurepGap. “Alguns procedimentos
não são aplicáveis, porque prevêm
cuidados específicos para gado criado na Europa,
onde, por exemplo, o inverno é extremamente rigoroso.
O Brasil é um país tropical, onde os animais
não correm nenhum risco de ficar expostos à
neve. Então, na verdade, estaremos fazendo adaptações
e apresentando sugestões que atendam mais à
nossa realidade. Acreditamos que, adotando essas medidas,
o produtor brasileiro estará ganhando, em todos
os sentidos, inclusive financeiro, uma vez que especialistas
de mercado estão prevendo que haverá bons
“prêmios” como bonificação
na hora da venda”, conclui.
Fonte: Ascom - Instituto
Genesis
Data de Publicação:17/11/2004
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