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O TRATADO DE KYOTO E O MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO


Preocupados com a degradação da atmosfera, as mudanças climáticas, o efeito estufa - a poluição, enfim - os líderes de 141 países reuniram-se, discutiram alternativas e, em 1997, assinaram um documento, no qual as nações industrializadas se comprometem a reduzir a poluição que geram. Esse documento chama-se “Protocolo de Kyoto”.

Nem todos os países industrializados assinaram o documento, pois para reduzir a poluição, terão que promover muitas mudanças em seus sistemas de transporte, suas indústrias, e até em itens que fazem parte do dia-a-dia das pessoas comuns, como a geladeira e o ar condicionado.

Mesmo assim, em 16 de fevereiro de 2005, o Tratado de Kyoto entrou em vigor.

Seu objetivo é reduzir a emissão total dos gases que causam o efeito estufa: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4 ), óxido nitroso (N2O), hidrofluorocarbono (HFC), perfluorocarbono (PFC) e sulfur-hexafluorido (SF6 ). Até 2012 esse níveis tem que ser 5% menores do que eram em 1990.

O acordo prevê algumas alternativas para ajudar a reduzir o ônus do cumprimento da meta. O princípio que norteia esses mecanismos de flexibilização é o príncípio do “comércio da capacidade”. Para entender o seu funcionamento, imagine a seguinte situação:

“Dez passageiros compartlham um barco para atravessar um rio. Devido às más condições do rio, o barco agora precisa estar mais leve, mas ainda deve acomodar os mesmos 10 passageiros. Assim, a bagagem de mão onde colocamos as nossas “coisas” agora precisa ser menor: de agora em diante nossas “coisas” têm que caber em sacolas menores. Se você tem espaço de sobra na sua sacola, você pode negociá-lo com alguém que precisa de mais espaço.”

O Tratado de Kyoto encoraja a cooperação entre as nações, a sustentabilidade para os países em desenvolvimento, a promoção de novas formas de energia renovável e o uso mais eficiente da energia. Os mecanismos de flexibilização que podem ser utilizados para atingir os resultados desejados são:

  • Troca de Emissões: permite a troca de créditos de emissão entre os países desenvolvidos;
  • Mecanismo de Desenvolvimento Limpo: capacita os países industrializados a financiar projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento, recebendo créditos por isso;
  • Implementação Conjunta: permite o financiamento de projetos de redução de emissões em países desenvolvidos;
  • Ação Conjunta: os membros de grupos regionais estabelecidos, como a União Européia, por exemplo, concordam em atingir suas metas de redução em grupo.

O Brasil se enquadra entre os países que podem se beneficiar do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Empresas brasileiras podem criar projetos onde possa ser comprovada uma redução na emissão de carbono, obter financiamento internacional para a implementação desses projetos e vender no mercado internacional os “Créditos de Carbono” resultantes do projeto em funcionamento (o espaço que sobrou na sua maleta).

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